quarta-feira, 7 de maio de 2008

Avéc Elegance, por Martha Medeiros

Hoje a maioria das pessoas que têm acesso à informação sabe que é peruíce usar uma blusa de paetês às 14h e que é deselegante comparecer a um casamento sem gravata. Costanza Pascolato, Gloria Kalil, Celia Ribeiro, Fernando Barros e Claudia Matarazzo são alguns dos jornalistas especializados em ajudar os outros a não cometer gafes na hora de se vestir ou de se portar à mesa.
Mas existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situaçoes mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam.
E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir à empregadas domésticas, garçons ou frentistas.
Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou nao está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante não ficar espaçoso demais.
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro (?) que ensine alguém a ter uma visao generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observaçao, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la.
Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.
Martha Medeiros

2 comentários:

Aninha disse...

Boa noite minha flor do Campo Tudo bem com você?Muito obrigada pela visitinha!TTTTTTEEEEEE AAAAAMMMMMMMOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!
Bejinhos
Aninha

Juliana disse...

Ei Lekka, retribuindo a visita, beijinhos Ju